segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Atitude preconceituosa e difamatória não é novidade para comunidade


Prezados Senhores.


Viemos por meio desta externar toda nossa indignação e revolta com a matéria publicada na Revista Época de 23 de novembro de 2009, quando de forma preconceituosa e difamatória tenta retratar a nossa liderança como um Lampião.

A repórter Mariana Sanches e o fotografo Marcelo Min, tiveram a oportunidade de conhecer muito de nossa comunidade, as nossas produções, as nossas casas de farinhas, o nosso colégio, as nossas crianças.

Tiveram a oportunidade de desfrutar de toda nossa hospitalidade e conhecerem muito de nossa luta pelo resgate de nossas terras. Mas de forma mentirosa desviou todas as nossas informações, mudando inclusive muita das informações prestadas.

Apesar de nossa revolta com a matéria da época, este tipo de atitude da revista não é nenhuma novidade para a comunidade Tupinambá, pois aqui na região os jornais locais, as rádios em especial as AM, a televisão constantemente fazem isto, nos tratam de forma preconceituosa e difamatória.

Os Jornais Agora e a Região também de Itabuna nos trata de forma preconceituosa nos chamando de falsos índios, publicando sempre matérias contra a nossa comunidade e também colocando a sociedade contra a nossa comunidade.

Mas acreditamos que a culpa da não é só deles, pois a nossa comunidade tem feita várias denuncias sobre esta situação, já vieram várias comissões de Direitos Humanos aqui nas nossas aldeias e estes fatos já foram colocados, e como nada foi feito eles se sentem fortalecidos e no direito de continuar nos atacando, o sentimento de impunidade, de superioridade e o dinheiro de quem os patrocinam fazem com que estas mentiras divulgadas pelo Meios de comunicação se tornem quase uma “verdade absoluta”.

Uma outra situação colocado pela matéria é a posição do delegado da Policia Federal e o resultado do inquérito que apurava a tortura conta membros da nossa comunidade, por varias vezes solicitamos das autoridades que um outro delegado viesse acompanhar as investigações, não fomos atendidos e portanto não é nenhuma surpresa que o resultado do inquérito foi que os policiais não cometeram nenhum crime.

Que outro resultado poderia sair de um inquérito que é conduzido por um delegado que é o coordenador do comando da operação que terminou resultando na pratica de tortura? Seria esperar muito, que o inquérito apontasse um outro resultado, apesar de todas as provas mostrarem que a tortura foi praticada.

A comunidade encontra-se bastante preocupada, pois a história de perseguição e calunias se repete, os mais velhos nos lembra, que no passado a nossa liderança Marcelino também foi chamado de Lampião e que chefiava um bando aqui na região, colocaram premio pela sua cabeça e diante da falta de autoridade e de nada ser feito a nossa liderança foi assassinada, e o mais impressionante é que após quase cem anos a história se repete do mesmo jeito e com os mesmos atores, esperamos que desta vez a história não tenha o mesmo final.

Um dado interessante que a revista coloca e isto demonstra para todos nós os reais interesses que tem por trás de toda esta trama, é a presença de muita gente grande por trás destas ações, como o banqueiro Arminio Fraga um dos invasores de nosso território, portanto desta vez as Organizações Globo com esta matéria tendenciosa e mentirosa não esta defendendo apenas os interesses dos outros mas também o dela mesmo.

Aliás a Globo já mantem esta prática, de defender os interesses dos grande latifundiários, dos banqueiros, dos políticos que a ajudam a se manter no poder contra as pequenas comunidades a muito tempo.

Diante de tudo isto, e de todos estes fatos relatados e os já conhecidos por todos vocês, viemos mais uma vez solicitar que providencias sejam tomadas, mas providencias de verdade. Não dá mais para ficar ouvindo promessas, ficar recebendo visitas, sermos ouvidos por muitas autoridades e não sentimos que as coisas estão andando.

Acreditamos que é preciso fazer ainda mais e agilizar a resolução da demarcação de nossas terras.

Que haja um esforço ainda maior das autoridades envolvidas nesta questão em esclarecer e resolver esta situação, como por exemplo, o esclarecimento e os encaminhamentos para que os pequenos produtores sejam reassentados, suas benfeitorias sejam indenizadas, este procedimento pode resultar na retirada de cena de pessoas má intencionadas que tem usado os pequenos agricultores para realizarem seus interesses políticos, colocando os pequenos agricultores contra a nossa comunidade com o repasse de falsas informações.

São estes políticos envolvidos e empresários da região que viram seus interesses abalados pela nossa ação que tem financiado toda esta ação contra a nossa comunidade, a própria matéria da revista época deixa isto muito claro.

Eles trazem gente de fora, eles bancam e com certeza devem pagar aos jornais, revistas, radialista para que nos ataque. Vale lembrar que a nossa ação feriu os interesses do tráfico de droga da região, tráfico de animais silvestres, do comércio de madeira ilegal, do agronegócio e isto tem mexido nos bolsos deles.

Por fim, pedimos a todos: autoridades, parceiros, aliados, sociedade regional, nacional e internacional, não deixem que a história se repita com o mesmo final. Queremos apenas viver e lutar pelos nossos direitos e em especial a nossa Mãe Terra. Ela nos pertence. Não permitam que mais uma vez os invasores sejam os vitoriosos nesta história. BASTA DE MASSACRE, DE EXPLORAÇÃO, DE MENTIRA, DE CALUNIA, DE IMPUNIDADE.


Serra do Padeiro, 01 de dezembro de 2009.

Fonte: http://www.indiosonline.org.br/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Jovens rurais e o protagonismo das ações


“Desenvolver atividades de educomunicação para a divulgação científica que proporcionem aos jovens rurais o protagonismo de ações, que internalizem conceitos, discutam e divulguem junto à comunidade ‘o que a ciência faz’ e ‘o que a sociedade pode fazer’ em relação aos impactos ambientais da atividade agropecuária”.

O projeto visa educar cientificamente, sobre agropecuária e meio ambiente, os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Deigmar Moraes de Souza”, localizada na comunidade Cujubim Grande do Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia.

O trabalho da pesquisadora na comunidade Cujubim Grande começou com o projeto “Comunicação para a gestão de recursos naturais”, da Embrapa, em 2004, que atende pequenos produtores da região.

Ela conta que o projeto foi criado para diminuir a distância entre os pequenos produtores - com seus interesses, necessidades e conhecimentos tradicionais - e os pesquisadores - detentores do conhecimento científico desenvolvido para solucionar problemas na agricultura considerando a preservação ambiental. Dentro desse projeto de extensão rural, a comunicóloga e os pesquisadores perceberam que havia interesses diversos entre os ribeirinhos.

A partir disso, foram montados grupos de estudos destinados a criar uma correspondência entre as tecnologias que a instituição poderia oferecer e a atividade dos produtores.

A necessidade de inclusão social dos jovens através de C&T surgiu pela própria demanda da comunidade e, também, pela percepção da pesquisadora de que a escola, que cedia o espaço para as reuniões entre pesquisadores e associação de produtores, poderia entrar no projeto. O resultado é o envolvimento direto de 360 alunos, do 1º ao 9º ano, e 20 professores da escola, desde o início do ano.

A proposta metodológica, tanto para os jovens quanto para os produtores, tem como princípio a interdisciplinaridade e envolve, primeiramente, uma etapa de sensibilização para as questões ambientais ligadas à comunidade.

Esse trabalho de sensibilização, segundo Oliveira, foi iniciado com músicas que, de um modo geral, contemplassem temáticas ligadas à questão do fortalecimento da identidade do grupo, da riqueza da região em termos de biodiversidade e da compreensão da responsabilidade comum pelo meio ambiente.Posteriormente, foram utilizadas músicas de artistas com origem na cultura amazônica, como “Sabor Açaí”, de Nilson Chaves.

Como exemplo, a pesquisadora conta que a partir dessa música o grupo pesquisou e criou um amplo conjunto de informações e conhecimentos a respeito do açaí, planta muito comum na região, utilizada para a geração de renda por meio da alimentação, da aplicação na construção civil, na tecelagem, etc. Esse é o tipo de trabalho que Oliveira desenvolve com os ribeirinhos: fazer com que eles próprios percebam os elementos do seu cotidiano para, assim, criarem uma identidade de respeito com o meio ambiente que parta de sua própria realidade.

“Quando você vai tratar da questão ambiental há um maniqueísmo muito grande: aquele que derruba, que queima é do mal e o protetor da natureza é do bem.

A gente tem que ver como é a agricultura que eles praticam. A derrubada e a queima é uma prática do pequeno produtor. Então, a pesquisa não pode chegar lá e dizer ‘olha, agora não pode mais derrubar, não pode queimar’.

Ela tem que começar a promover essas mudanças a partir da compreensão da realidade em que eles vivem, em que eles trabalham”, afirma a pesquisadora.

Após a etapa de sensibilização para as questões socioambientais, o passo seguinte é a inclusão dos jovens no universo científico que aproxima a Embrapa de seus familiares através de cursos, oficinas, excursões a campo e estágios para capacitação e educação científica de alunos e professores.

A primeira experiência foi com o plantio do feijão de corda em regime comunitário na várzea do rio Madeira. A Embrapa entra com as variedades resistentes a pragas e doenças e, portanto, menos dependentes da utilização de defensivos agrícolas, desenvolvidas em suas pesquisas na área de biotecnologia.

Os produtores entram com o conhecimento tradicional desse plantio, que é realizado há muitas gerações. A produtividade aumentou significativamente e os ribeirinhos do rio Madeira tornaram-se, inclusive, fornecedores do produto para o Programa Fome Zero.

O trabalho de educomunicação para a divulgação científica dos jovens é realizado por meio de dois grupos distintos. Um deles é o Jovem Pesquisador Científico.

Com o apoio da professora de ciências e dos pesquisadores da Embrapa, eles visitam os laboratórios da instituição, fazem trabalhos de campo e têm contato com metodologias científicas para elaboração de projetos de iniciação científica ligados à produção do feijão de corda.

Enquanto isso, outro grupo, o Jovem Divulgador Científico, tem contato com as metodologias da área de comunicação, sob a coordenação de Oliveira, e é responsável pela divulgação das pesquisas, que se realizará por meio de material impresso, em jornal e mural da escola, da criação de um blog e de videoclipes ambientais educativos. “E eles estão falando em rádio também; isso nem está no projeto, partiu deles”, acrescenta a pesquisadora.

O projeto ainda está em sua fase inicial, mas seus objetivos são bastante ousados. Entre eles, a criação de um “Cantinho da C&T” na biblioteca da escola e a divulgação científica dos projetos em cinco escolas do entorno, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, pelos jovens educomunicadores.

“O aumento do conhecimento científico e do interesse dos jovens pela C&T é necessário para o desenvolvimento do país”, finaliza Oliveira.



Fonte: http://www.comciencia.br

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Crioulas Video

O Crioulas Vídeo é uma equipe de vídeo formada por jovens da comunidade de Conceição das Crioulas, Pernanbuco.

Este grupo surgiu em Abril de 2005, com uma oficina de vídeo com a duração de cinco dias, uma parceria entre o Centro de Cultura Luiz Freire e o grupo Identidades de Porto, Portugal.

Tivemos como instrutores Tiago Assis, José Paiva e André Alves, todos do Identidades. Para a criação desse grupo foi feita uma escolha entre jovens da comunidade, foram escolhidos estes seis: Marta Adelaide, Adalmir José, Martinho Mendes, Francisco Mendes, Joseane de Oliveira e Reginaldo António. Os mesmos participaram de todas as áreas da oficina, começando depois a se destacar em diferentes setores,constituindo assim a equipe do Crioulas Vídeo.

Passando alguns meses este grupo foi ampliando tornando-se mais forte, entrando na equipe Jocilene, Jocicleide, Jociclécia e Cícero Mendes. Desde abril de 2005 produziu vários vídeos que constam na sua filmografia.

Em setembro último aAssociação Quilombola de Conceição das Crioulas (AQCC), recebeu o kit de exibição de vídeo, do programa Cine mais cultura do governo federal, realizado através do Ministério da Cultura e a Programadora Brasil.

As ações do cine clubismo, será realizada na comunidade de Conceição das Crioulas pela AQCC através da produtora de vídeo Crioulas Vídeo, em parceria com as escolas do território.

Essa é mais uma ação da Associação Quilombola de Conceição das Crioulas em busca de melhoria para a população do território.



Veja a filmografia do Crioulas vídeo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Global Warming Project: Congratulations to the WINNERS!

The global YouTube community has voted on the strongest voices to send them to Copenhagen. paulgarilao and brenoac will be part of COP15 and attend the live debate from CNN and YouTube in person.




Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=1uoE_1IBtok&feature=player_embedded#