segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Comunidades falsificadas
Com a emergência de gigantescas redes sociais virtuais, como o Facebook, a internet configura a sua utopia máxima: todos somos iguais. E, se somos todos iguais, não precisamos mais de eleições, pois não precisamos ser representados. Todos nos representamos no espaço democrático da internet.
O raciocínio é tentador, mas, para o filósofo espanhol Jesús Martín-Barbero, é mentiroso -e temerário. “Nunca fomos nem seremos iguais”, ele diz, e na vida cotidiana continuaremos dependendo de mediações para dar conta da complexidade do mundo, seja a mediação de partidos políticos ou a de associações de cidadãos.
Martín-Barbero vê a internet como um dos fatores de desestabilização do mundo hoje, que não pode ser pensado por disciplinas estanques. Mundo, aliás, tomado pela incerteza e pelo medo, que nos faz sonhar com a relação não mediada das comunidades pré-modernas. O filósofo conversou com a Folha durante visita a São Paulo, na semana passada.
FOLHA – Desde 1987, quando o sr. lançou sua obra de maior repercussão ["Dos Meios às Mediações", ed. UFRJ], até hoje, o que mudou na comunicação e nas ciências sociais?
JESÚS MARTÍN-BARBERO – Estamos em um momento de pensar o conceito de conhecimento como certeza e incerteza. A incerteza intelectual dos modernos se vê hoje atravessada por outra sensação: o medo. A sociedade vive uma espécie de volta ao medo dos pré-modernos, que era o medo da natureza, da insegurança, de uma tormenta, um terremoto. Agora vivemos em uma espécie de mundo que nos atemoriza e desconcerta.O medo vem, por exemplo, da ecologia: o que vai acontecer com o planeta, o nível do mar vai subir? A natureza voltou a ser um problema hoje, como aos pré-modernos. Depois vem o tema da violência urbana, a insegurança urbana. Por toda cidade que passo, de 20 mil a 20 milhões de habitantes, há esse medo.Como terceira insegurança, que nos afeta cada vez mais, aparece a vida laboral. Do mundo do trabalho, que foi a grande instituição moderna que deu segurança às pessoas, vamos para um mundo em que o sistema necessita cada vez menos de mão de obra. O mundo do trabalho se desconfigurou como mundo de produção do sentido da vida.
FOLHA – Nesse mundo de incertezas, como se comporta a noção de comunidade? Como ela aparece em redes virtuais como o Facebook?
MARTÍN-BARBERO – Acho que ainda não temos palavras para nomear esse fenômeno. Falamos em rede social, mas o que significa social aí? Apenas uma rede de muita gente. Não necessariamente em sociedade. Há diferenças entre o que foi a comunidade pré-moderna e o que foi o conceito de sociedade moderna.A comunidade era orgânica, havia muitas ligações entre os seus membros, religiosas, laborais. Renato Ortiz [sociólogo e professor na Universidade Estadual de Campinas] faz uma crítica muito bem feita a um livro famoso de [Benedict] Anderson, que diz que a nação é como uma comunidade imaginada ["Comunidades Imaginadas", ed. Companhia das Letras], principalmente por jornais e a literatura nacional.É verdade, são fundamentais para a criação da ideia de nação. Mas Renato Ortiz diz que há muito de verdade e muito de mentira nisso. O que acontece é que, quando a sociedade moderna se viu realmente configurada pelo Estado, pela burocracia do Estado, começou a sonhar novamente com a comunidade. Era uma comunidade imaginada no sentido de querer ter algo de comunidade, e não só de sociedade anônima.Falar de comunidade para falar da nação moderna é complicado, porque se romperam todos os laços da comunidade pré-moderna. Eu diria que há aí um ponto importante, considerando que no conceito de comunidade há sempre a tentação de devolver-nos a uma certa relação não mediada, presencial. Essa é um pouco a utopia da internet.
FOLHA – Qual utopia?
MARTÍN-BARBERO – A utopia da internet é que já não necessitamos ser representados, a democracia é de todos, somos todos iguais. Mentira. Nunca fomos nem somos nem seremos iguais. E portanto a democracia de todos é mentira. Seguimos necessitando de mediações de representação das diferentes dimensões da vida. Precisamos de partidos políticos ou de uma associação de pais em um colégio, por exemplo.
FOLHA – As comunidades virtuais da atualidade têm pouco das comunidades originais, então?
MARTÍN-BARBERO – Quando começamos a falar de comunidades de leitores, de espectadores de novela, estamos falando de algo que é certo. Uma comunidade formada por gente que gosta do mesmo em um mesmo momento. Se a energia elétrica acaba, toda essa gente cai.É uma comunidade invisível, mas é real, tão real que é sondável, podemos pesquisá-la e ver como é heterogênea. Comunidade não é homogeneidade. Nesse sentido é muito difícil proibir o uso da expressão “comunidade” para o Facebook. Mas o que me ocorre ao usarmos o termo “comunidade” para esses sites é que nunca a sociedade moderna foi tão distinta da comunidade originária.O sentido do que entendemos por sociedade mudou. Veja os vizinhos, que eram uma forma de sobrevivência da velha comunidade na sociedade moderna. Hoje, nos apartamentos, ninguém sabe nada do outro. Outra chave: o parentesco. A família extensa sumiu. Hoje, uma família é um casal. O que temos chamado de sociedade está mudando. Estamos numa situação em que o velho morreu e o novo não tem figura ainda, que é a ideia de crise de [Antonio] Gramsci.
FOLHA – A proposta de sites como o Facebook não é exatamente de fazer essa reaproximação?
MARTÍN-BARBERO – Creio que há pessoas no Facebook que, pela primeira vez em suas vidas, se sentem em sociedade. É uma questão importante, mas não podemos esquecer da maneira como nos relacionamos com o Facebook.Um inglês que passa boa parte de sua vida só, em um pub, com sua grande cerveja, desfruta muito desse modo de vida. Nós, latinos, desfrutamos mais estando juntos.Evidentemente a relação com o Facebook é distinta. O site é real, mas a maneira como nos relacionamos, como o usamos, é muito distinta. O Facebook não nos iguala. Nos põe em contato, mas nada mais.
FOLHA – De que maneira essas questões devem transformar os meios de comunicação?
MARTÍN-BARBERO – Não sei para onde vamos, mas em muito poucos anos a televisão não terá nada a ver com o que temos hoje. A televisão por programação horária é herdeira do rádio, que foi o primeiro meio que começou a nos organizar a vida cotidiana. Na Idade Média, o campanário era que dizia qual era a hora de levantar, de comer, de trabalhar, de dormir. A rádio foi isso.A rádio nos foi pautando a vida cotidiana. O noticiário, a radionovela, os espaços de publicidade… Essa relação que os meios tiveram com a vida cotidiana, organizada em função do tempo, a manhã, a tarde, a noite, o fim de semana, as férias, isso vai acabar. Teremos uma oferta de conteúdos. A internet vai reconfigurar a TV imitadora da rádio, a rádio imitadora da imprensa escrita… Creio que vamos para uma mudança muito profunda, porque o que entra em crise é o papel de organização da temporalidade.
FOLHA – A ascensão da internet e da oferta de informação por conteúdos suscita outra questão, ligada à formação do cidadão. Não corremos o risco de que um fã de séries de TV, por exemplo, só busque notícias sobre o tema, alienando-se do que acontece em seu país?
O raciocínio é tentador, mas, para o filósofo espanhol Jesús Martín-Barbero, é mentiroso -e temerário. “Nunca fomos nem seremos iguais”, ele diz, e na vida cotidiana continuaremos dependendo de mediações para dar conta da complexidade do mundo, seja a mediação de partidos políticos ou a de associações de cidadãos.
Martín-Barbero vê a internet como um dos fatores de desestabilização do mundo hoje, que não pode ser pensado por disciplinas estanques. Mundo, aliás, tomado pela incerteza e pelo medo, que nos faz sonhar com a relação não mediada das comunidades pré-modernas. O filósofo conversou com a Folha durante visita a São Paulo, na semana passada.
FOLHA – Desde 1987, quando o sr. lançou sua obra de maior repercussão ["Dos Meios às Mediações", ed. UFRJ], até hoje, o que mudou na comunicação e nas ciências sociais?
JESÚS MARTÍN-BARBERO – Estamos em um momento de pensar o conceito de conhecimento como certeza e incerteza. A incerteza intelectual dos modernos se vê hoje atravessada por outra sensação: o medo. A sociedade vive uma espécie de volta ao medo dos pré-modernos, que era o medo da natureza, da insegurança, de uma tormenta, um terremoto. Agora vivemos em uma espécie de mundo que nos atemoriza e desconcerta.O medo vem, por exemplo, da ecologia: o que vai acontecer com o planeta, o nível do mar vai subir? A natureza voltou a ser um problema hoje, como aos pré-modernos. Depois vem o tema da violência urbana, a insegurança urbana. Por toda cidade que passo, de 20 mil a 20 milhões de habitantes, há esse medo.Como terceira insegurança, que nos afeta cada vez mais, aparece a vida laboral. Do mundo do trabalho, que foi a grande instituição moderna que deu segurança às pessoas, vamos para um mundo em que o sistema necessita cada vez menos de mão de obra. O mundo do trabalho se desconfigurou como mundo de produção do sentido da vida.
FOLHA – Nesse mundo de incertezas, como se comporta a noção de comunidade? Como ela aparece em redes virtuais como o Facebook?
MARTÍN-BARBERO – Acho que ainda não temos palavras para nomear esse fenômeno. Falamos em rede social, mas o que significa social aí? Apenas uma rede de muita gente. Não necessariamente em sociedade. Há diferenças entre o que foi a comunidade pré-moderna e o que foi o conceito de sociedade moderna.A comunidade era orgânica, havia muitas ligações entre os seus membros, religiosas, laborais. Renato Ortiz [sociólogo e professor na Universidade Estadual de Campinas] faz uma crítica muito bem feita a um livro famoso de [Benedict] Anderson, que diz que a nação é como uma comunidade imaginada ["Comunidades Imaginadas", ed. Companhia das Letras], principalmente por jornais e a literatura nacional.É verdade, são fundamentais para a criação da ideia de nação. Mas Renato Ortiz diz que há muito de verdade e muito de mentira nisso. O que acontece é que, quando a sociedade moderna se viu realmente configurada pelo Estado, pela burocracia do Estado, começou a sonhar novamente com a comunidade. Era uma comunidade imaginada no sentido de querer ter algo de comunidade, e não só de sociedade anônima.Falar de comunidade para falar da nação moderna é complicado, porque se romperam todos os laços da comunidade pré-moderna. Eu diria que há aí um ponto importante, considerando que no conceito de comunidade há sempre a tentação de devolver-nos a uma certa relação não mediada, presencial. Essa é um pouco a utopia da internet.
FOLHA – Qual utopia?
MARTÍN-BARBERO – A utopia da internet é que já não necessitamos ser representados, a democracia é de todos, somos todos iguais. Mentira. Nunca fomos nem somos nem seremos iguais. E portanto a democracia de todos é mentira. Seguimos necessitando de mediações de representação das diferentes dimensões da vida. Precisamos de partidos políticos ou de uma associação de pais em um colégio, por exemplo.
FOLHA – As comunidades virtuais da atualidade têm pouco das comunidades originais, então?
MARTÍN-BARBERO – Quando começamos a falar de comunidades de leitores, de espectadores de novela, estamos falando de algo que é certo. Uma comunidade formada por gente que gosta do mesmo em um mesmo momento. Se a energia elétrica acaba, toda essa gente cai.É uma comunidade invisível, mas é real, tão real que é sondável, podemos pesquisá-la e ver como é heterogênea. Comunidade não é homogeneidade. Nesse sentido é muito difícil proibir o uso da expressão “comunidade” para o Facebook. Mas o que me ocorre ao usarmos o termo “comunidade” para esses sites é que nunca a sociedade moderna foi tão distinta da comunidade originária.O sentido do que entendemos por sociedade mudou. Veja os vizinhos, que eram uma forma de sobrevivência da velha comunidade na sociedade moderna. Hoje, nos apartamentos, ninguém sabe nada do outro. Outra chave: o parentesco. A família extensa sumiu. Hoje, uma família é um casal. O que temos chamado de sociedade está mudando. Estamos numa situação em que o velho morreu e o novo não tem figura ainda, que é a ideia de crise de [Antonio] Gramsci.
FOLHA – A proposta de sites como o Facebook não é exatamente de fazer essa reaproximação?
MARTÍN-BARBERO – Creio que há pessoas no Facebook que, pela primeira vez em suas vidas, se sentem em sociedade. É uma questão importante, mas não podemos esquecer da maneira como nos relacionamos com o Facebook.Um inglês que passa boa parte de sua vida só, em um pub, com sua grande cerveja, desfruta muito desse modo de vida. Nós, latinos, desfrutamos mais estando juntos.Evidentemente a relação com o Facebook é distinta. O site é real, mas a maneira como nos relacionamos, como o usamos, é muito distinta. O Facebook não nos iguala. Nos põe em contato, mas nada mais.
FOLHA – De que maneira essas questões devem transformar os meios de comunicação?
MARTÍN-BARBERO – Não sei para onde vamos, mas em muito poucos anos a televisão não terá nada a ver com o que temos hoje. A televisão por programação horária é herdeira do rádio, que foi o primeiro meio que começou a nos organizar a vida cotidiana. Na Idade Média, o campanário era que dizia qual era a hora de levantar, de comer, de trabalhar, de dormir. A rádio foi isso.A rádio nos foi pautando a vida cotidiana. O noticiário, a radionovela, os espaços de publicidade… Essa relação que os meios tiveram com a vida cotidiana, organizada em função do tempo, a manhã, a tarde, a noite, o fim de semana, as férias, isso vai acabar. Teremos uma oferta de conteúdos. A internet vai reconfigurar a TV imitadora da rádio, a rádio imitadora da imprensa escrita… Creio que vamos para uma mudança muito profunda, porque o que entra em crise é o papel de organização da temporalidade.
FOLHA – A ascensão da internet e da oferta de informação por conteúdos suscita outra questão, ligada à formação do cidadão. Não corremos o risco de que um fã de séries de TV, por exemplo, só busque notícias sobre o tema, alienando-se do que acontece em seu país?
MARTÍN-BARBERO – Antigamente, todos líamos, escutávamos e víamos o mesmo. Isso para mim era muito importante. De certa forma, obrigava que os ricos se informassem do que gostavam os pobres -sempre defendi isso como um aspecto de formação de nação.Quando lançaram os primeiros aparelhos de gravação de vídeo, disseram-me que isso era uma libertação: as pessoas poderiam selecionar conteúdos.Mas esse debate já não é possível hoje. Passamos para um entorno comunicativo, as mudanças não são pontuais como antes. A questão não é se eu abro ou não abro o correio. Não quero ser catastrofista, mas o tanto que a internet nos permite ver é proporcional ao tanto que sou visto. Em quanto mais páginas entro, mais gente me vê. É outra relação.Temos acesso a tantas coisas e tantas línguas que já não sabemos o que queremos. Hoje há tanta informação que é muito difícil saber o que é importante. Mas o problema para mim não é o que vão fazer os meios, mas o que fará o sistema educacional para formar pessoas com capacidade de serem interlocutoras desse entorno; não de um jornal, uma rádio, uma TV, mas desse entorno de informação em que tudo está mesclado. Há muitas coisas a repensar radicalmente.
Fonte: Folha de São Paulo (“MAIS”), em 23/08/2009
Fonte: Folha de São Paulo (“MAIS”), em 23/08/2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Social network popularity around the world 1
My Space - agosto de 08
Countries with highest interest in MySpace:
United States
Puerto Rico
Australia
United Kingdom
Malaysia Countries with highest interest in MySpace:
United States
Puerto Rico
Australia
United Kingdom
Malaysia Countries with highest interest in MySpace:
Facebook - agosto de 08

Countries with highest interest in Facebook:
Turkey
Canada
United Kingdom
South Africa
Colombia
Fonte: http://royal.pingdom.com
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Comunicação Comunitária a revolução digital

Leia abaixo a opinião de Carlos Romero, sócio da agência Take Five Propaganda.
As ferramentas da internet revolucionam a maneira como interagimos com o mundo. A cada nova invenção, o usuário ganha um novo recurso para acessar outros internautas e criam-se vínculos que antes eram praticamente impossíveis. Hoje, as distâncias não existem. Tudo o que você precisa é de um computador e uma conexão.
Nos últimos dias, o Brasil presenciou um fato até então inédito. Através do site de relacionamentos conhecido como Orkut, os participantes do JUCA (Jogos Universitários de Comunicação e Artes) conseguiram convencer o prefeito, a autorizar a realização dos jogos em Santa Rita do Sapucaí. Do dia para a noite, mais de mil mensagens foram enviadas para o perfil pessoal de Paulinho da Cirvale que não teve outra alternativa senão rever sua decisão. Como resultado, a notícia foi parar em diversos sites da rede mundial de computadores.
Em menos de 24 horas, o perfil de Paulo Cândido da Silva no Orkut recebeu centenas de mensagens com pedidos para que autorizasse a realização dos Jogos Universitários de Comunicação e Artes (Juca).
Conhecido como Paulinho, o prefeito é ligado ao Partido Verde e usa o Orkut tanto para promover sua imagem junto aos eleitores como para manter contato com amigos e familiares. Com fotos descontraídas, ele procura passar a imagem de um político jovem, dinâmico e aventureiro. Mas agora precisa lidar com uma avalanche de mensagens como "Libera o Juca!" e "Prefeito, Queremos o Juca".
Será que ele imaginou que pudesse ocorrer tamanha exposição quando criou o perfil na Internet?“Após descobrir que o prefeito estava no Orkut, seu perfil foi difundido rapidamente entre os estudantes. Em menos de 24 horas, quase mil mensagens foram enviadas.”
Em Santa Rita do Sapucaí, o Orkut é utilizado para promover debates e melhorias no município. Através de uma comunidade com mais de 7.500 participantes - esse número de eleitores elege um prefeito na cidade - os cidadãos podem discutir ações do poder público, solicitar providências e discutir sobre os mais variados temas relacionados ao ambiente em que vivem. Neste universo democrático, fazem parte todos os representantes da imprensa local, alguns vereadores, expoentes de todos os setores da vida pública municipal e até mesmo o prefeito.
Os benefícios do Orkut não param por aí. Alguns internautas utilizam a ferramenta para expor imagens históricas, apresentar notícias em primeira mão, publicar vídeos, conhecer pessoas e denunciar abusos.Outra ferramenta muito utilizada pelos internautas e que cresce a cada dia é o site conhecido como Twitter. O objetivo dessa nova febre é muito simples: trocar informações rápidas entre os participantes e bisbilhotar a vida alheia. Cada um utiliza o Twitter do jeito que quiser e muita gente apenas responde à pergunta sugerida pelo site: “O que você está fazendo?”.
Dessa brincadeira saem coisas esdrúxulas como “Fui comprar pão” ou “Estou no banheiro”. Mas há outras maneiras de tirar proveito do twitter, dentre elas a aplicação profissional. Nesse mundão velho sem porteira, existe uma porção de gente que utiliza o site para compartilhar conhecimentos, contratar pessoas, ficar mais sabido, atender clientes e vender produtos – de camisetas a apartamentos.
No último mês, o santa-ritense Carlos Herinque ilela ( http://www.chmkt.com.br/ )foi destaque na Revista Você S.A. pela maneira inteligente e profissional com que usa o Twitter. O profissional de comunicação, que possui um dos blogs mais acessados do Brasil, utiliza a ferramenta para divulgar as atualizações de sua página e debater os acontecimentos que publica. Atualmente, o publicitário possui mais de 15 mil seguidores e obteve uma vantagem estratégica em relação aos internautas que postam conteúdos semelhantes na WEB.
Por estar relativamente no início, a internet é uma mina de ouro para todos aqueles que têm uma grande idéia e que resolvem transformá-la em benefícios para a coletividade. Sempre que uma nova ferramenta é criada em algum quarto de adolescente, corre o sério risco de ser convertida em bilhões, alguns meses depois.
Com todas essas possibilidades que surgem a cada dia, os internautas começam a aprender a utilizar seus recursos com inteligência e revolucionar o mundo em que vivem. Isso mostra que seria pouco provável que uma ditadura ocorresse novamente no Brasil. Com a facilidade que o cidadão comum encontrou para divulgar suas idéias, o controle ao acesso à informação está cada vez mais restrito e ineficaz. Como toda ferramenta, a internet é neutra. Pode ser usada tanto para o bem, quanto para fazer besteira. Tudo dependerá da consciência do grande responsável por sua existência: o usuário.
Publicado originalmente no jornal Empório de Notícias.
Fonte: http://www.chmkt.com.br/
Fonte: http://www.chmkt.com.br/
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Cultura e Transformação Social

O Concurso Nós na Tela do Ministério da Cultura está premiando curtas-metragens em vídeo digital voltados ao tema Cultura e Transformação Social.
Os filmes deverão ser produzidos por jovens entre 17 e 29 anos, das classes C, D ou E, integrantes ou egressos de projetos sociais, e que participem de cursos de formação para realizar produção audiovisual.
As inscrições podem ser realizadas até dia 09 de outubro.
Para obter mais informações, visite o site: http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/20/nos-na-tela-2/
Os filmes deverão ser produzidos por jovens entre 17 e 29 anos, das classes C, D ou E, integrantes ou egressos de projetos sociais, e que participem de cursos de formação para realizar produção audiovisual.
As inscrições podem ser realizadas até dia 09 de outubro.
Para obter mais informações, visite o site: http://www.cultura.gov.br/site/2009/08/20/nos-na-tela-2/
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