segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O fazer televisivo para além das fronteiras do educativo e do entretenimento


No meu mestrado em Tecnologia da Informação e Comunicação em 2006, explorei como as possibilidades do fazer televisivo para além das fronteiras do educativo e do entretenimento é um desafio para a universidade.

Para compreender esse desafio, distingui duas diferentes concepções de laboratório de um ambiente de aprendizagem para TV universitária: uma diz respeito à prática dos alunos no fazer TV e outra diz respeito à pesquisa de novos formatos e conteúdos para a TV brasileira.

Quando me refiro a ambiente de aprendizagem estou pensando em um ambiente que agregue essas duas concepções de laboratório.

Estudei, nas propostas pedagógicas de duas televisões universitárias, uma pública e outra privada, as concepções de ambiente de aprendizagem, no que se refere à televisão, e os critérios utilizados para selecionar os conteúdos dos programas.

Finalmente, observei como o conhecimento científico gerado pelas pesquisas é administrado e utilizado na criação de formatos e conteúdos de programas. Fiz oito entrevistas com professores e alunos. Apliquei o Modelo da Estratégia Argumentativa – MEA - para analisar os argumentos utilizados pelos entrevistados na defesa de seus pontos de vista.

O MEA baseia-se na Teoria da Argumentação, tradição iniciada por Perelman e Olbrechts-Tyteca. Os resultados mostraram que, nas duas televisões pesquisadas, as práticas usuais concentram-se na cobertura dos eventos universitários e no laboratório de aprendizagem.

A diversidade de concepções dos participantes deixou expostas ambigüidades e, em alguns casos, contradições. Os resultados mostraram ainda que o conhecimento científico acumulado sobre televisão é desconsiderado pelas duas tevês pesquisadas.

Estas ainda não conseguiram desenvolver um ambiente de aprendizagem capaz de comportar um laboratório de pesquisa de novos formatos e linguagens para a televisão brasileira.

Ricardo Nespoli é jornalista, autor deste blog e ministra a disciplina de Comunicação Comunitária da Escola de Jornalismo da Estácio de Sá de Vitória

domingo, 29 de novembro de 2009

O Estudo da comunicação redefiniu o conceito de popular.


Popular deixou de ser sinônimo de massa, passando a ter um novo contexto, consciência de classe.


Consciência que veio da insatisfação e das restrições à liberdade de expressão, como pode ser visto no filme “Como uma onda no ar”, de Helvécio Ratton,(2002).


O filme é baseado na história da Rádio Favela, de Belo Horizonte. Nele, é possível compreender o que leva uma sociedade a desejar um “grito de liberdade”.


A história narra a luta de quatro jovens, que vivem em uma favela e que conseguem depois de muita dificuldade, criar uma rádio pirata. O sucesso da rádio, contudo, começa a incomodar tanto alguns moradores dos bairros vizinhos quanto a própria polícia, que tenta impedir que a rádio continue a existir.


Essa nova comunicação alternativa representa a voz do povo. É o povo falando para o próprio povo, sem interferências, sem ruídos, sem manipulação da elite na informação.


Para se entender o que é comunicação popular, é preciso antes de tudo saber o que é povo.
Luiz Wanderley (1978) em “Apontamentos sobre educação popular", dá seis significados à palavra:


Em primeiro lugar, ele define povo como “aqueles que não tem recursos”.


A segunda interpretação é de massa atomizada e desorganizada.


Na terceira, ele define como “um conjunto de indivíduos iguais e com interesses comuns, que conflitam apenas por pequenas diferenças.


Na quarta concepção, Wanderley identifica como povo “aqueles que lutam contra um colonizador estrangeiro”.


Na quinta corrente, como “as classes subalternas, em oposição às dominantes.


Na sexta e última, como “um conceito dinâmico, aberto, conflitivo e, portanto, histórico, encerrando uma rica negatividade”.


Peruzzo (2004) a discussão de que a luta da comunicação popular não é ir contra a burguesia, mas em favor da população.


A comunicação popular e os meios massivos não devem contrapor entre si, mas trabalhar de forma complementar.


A mídia massiva é importante principalmente para o entretenimento e informação da população. Já a comunicação popular tem a função da dar voz ao povo.


Para Peruzzo “As críticas, em essência, apontam que, enquanto fenômenos, os dois tipos de comunicação estão midializados pela cultura e por isso não podem ser avaliados como instrumentalizadas, onipotentes, isoladas, nem opostas”.

A comunicação para ser popular precisa ser participativa, por isso, é preciso que várias pessoas participem da organização e produção do conteúdo a ser noticiado.


Mas o que normalmente acontece é de serem produzidos por poucos e estes fazerem suas próprias interpretações das necessidades da comunidade e acabar divulgando somente aquilo que acham importante, sem saber a real necessidade dos receptores em questão.


Pr isso, Peruzzo diz que nem sempre a comunicação popular é sinônimo de democracia.
Priscila Damasceno é estudante de jornalismo, autora deste blog e participa da disciplina de Comunicação Comunitária da Escola de Jornalismo da Estácio de Sá de Vitória

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Geração de resultado: jovens e mídias sociais na mira dos especialistas

Segue doze assuntos comentados por oito especialista nos debates do evento ResultsON Day.

- Faça networking, siga no Twitter pessoas interessantes, participe de blogs e debates virtuais. Freqüente cursos e feiras da sua área de interesse. Dica pessoal: acompanhe a divulgação de cursos espalhados nas redes sociais, muitos são transmitidos via web.

- Tudo o que você escreve nas redes sociais é monitorado e, mesmo inconscientemente, você pode influenciar no sucesso, preço e derrota de um produto. Uma pergunta colocada no Twitter como “Qual celular devo comprar?” ou ” Comprei um celular da marca X” é avaliada por agências de marketing digital.

- Estamos na era do consumidor impaciente, um traço marcante da geração Y. Empresas estão gastando fortunas para atender (e compreender) a nova geração.

- O consumir atual tem o seguinte pensamento: “- Quero tudo agora ou eu vou chorar para todo mundo ouvir!”, o que foi considerado como a “infantilização da internet”.

- Leia, pesquise e estude sobre “Cloud Computing”. É a expressão do momento em tecnologia e já está em estudo em empresas como AT&T, Dell, HP, IBM, Intel, Microsoft e Yahoo.

- Especialistas em educação acreditam que a faculdade ainda é importante, mas comete o erro de criar um “pacote de aulas” que, na escolha profissional, o aluno não vai utilizar. No futuro não fará sentido um curso de quatro anos com algumas aulas que não são necessárias para a área escolhida.

- O jovem de outros cantos do mundo não utilizam as redes sociais da mesma forma que o jovem brasileiro. Já existem empresas estudando o assunto. Em alguns países as redes sociais funcionam de forma inusitada: a maior rede social oriental, uma versão do Twitter, descobriu que os internautas possuem duas contas: uma pessoal e outra de um personagem. Por ser um local conservador e de repressão militar, eles têm medo de mostrar a verdadeira identidade.

- Os estudantes estão perdidos na escolha da profissão. Uma das razões é a falta de referência e real conhecimento sobre a área de atuação futura. A geração Y, em muitos casos, é a primeira de uma família a entrar em um curso superior.

- Diferente das oportunidades obtidas por outras gerações, agora está mais fácil ingressar em uma universidade, mas faltam referências reais sobre a profissão.

- A universidade do futuro deve ajudar o aluno em sua escolha profissional, o que não acontece atualmente.

- A web criou um mundo profissional mais competitivo e complexo, prova disto são os novos cargos (profissionais de TI, webmaster, programadores em java, etc). O grande problema das empresas é encontrar profissionais qualificados para as novas áreas.

- A maioria das pesquisas sobre comportamento na web estuda a geração Y, mas os executivos (os Baby Boomers) são os que mais navegam na web. Você sabia?

Ao final da participação deste ResultsON Day percebi que empresas de todos os segmentos estão abrindo espaço para o consumidor dar opiniões sobre produtos e serviços. Então, a dica é aproveitar para ser um colaborador positivo com as ferramentas disponíveis no mercado, criando uma identidade virtual que agregue valor a esse universo. Redes sociais foram consideradas como a versão on-line de um papo entre amigos. O assunto da reunião pode chegar em outras rodas e seu nome poderá ser lembrado.

E você? Participa de uma comunidade virtual trocando idéias e informações?

Qual a sua opinião sobre a atual utilização das redes sociais pelos jovens?

Fonte: http://www.focoemgeracoes.com.br

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Voluntários controem casas nos feriados

Durante a construção de mais 20 casas em Suzano e Guarulhos, os reporters da Folha on line acompanharam o trabalho dos voluntários em Suzano, no Jardim Maite, onde foram erguidas mais 5 casas no último fim de semana.






Fonte : http://mais.uol.com.br

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Direitos Humanos na Mídia Comunitária




Na semana em que se celebra a importância do Patrimônio Audiovisual, a UNESCO no Brasil, em parceria com a Oboré, lança a cartilha Direitos Humanos na Mídia Comunitária: a cidadania vivida no nosso dia a dia, e disponibiliza uma série de spots para download gratuito.

A função da cartilha, lançada exclusivamente em versão eletrônica, é apresentar, de forma clara e simples, noções básicas sobre: direitos civis, direitos políticos, e direitos econômicos, sociais e culturais.

São informações práticas e sugestões de temas a serem usados na sua rádio, na sua página eletrônica, nas reuniões da comunidade, da escola, na Igreja, no Sindicato etc.

O importante é lembrar que reconhecer esses direitos é o primeiro passo para a promoção da cidadania, da ética, do respeito e de atitudes de não-violência.

Esta cartilha foi pensada para ser uma ferramenta de comunicação para você que assumiu o dever de divulgar notícias e informações de interesse da sua comunidade. Afinal, acreditamos que os comunicadores comunitários são os grandes e verdadeiros mediadores dos assuntos locais.

Por sua vez, os spots complementam e ilustram os conteúdos abordados na cartilha. Eles apresentam informações de utilidade pública que podem ser utilizados livremente no seu meio de comunicação.

* Clique aqui para fazer o download da cartilha gratuitamente

* Clique aqui para fazer o download dos spots