O DVD Kuikuro é o primeiro da série "Cineastas Indígenas", que traz para o grande público a recente produção de documentários, fruto das oficinas do Vídeo nas Aldeias.
Sob o prisma do olhar indígena, estes filmes revelam sua realidade com uma intimidade jamais vista. As oficinas de formação se propõem a dar as condições necessárias para que as populações indígenas se apropriem da linguagem audiovisual e relatem suas próprias histórias e dirijam seu olhar sobre a realidade e experiência que vivenciam.
Essa iniciativa, que completa 20 anos em 2007, dá suporte técnico e financeiro para a produção e difusão dos vídeos entre os povos indígenas e no circuito nacional e internacional. Este DVD é fruto de uma parceria do Vídeo nas Aldeias com a AIKAX - Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu - sob a liderança do cacique Afukaká, e do Documenta Kuikuro, coordenado por Carlos Fausto e Bruna Franchetto, antropólogos do Museu Nacional.
Assista o vídeo de apresentação da produção para a imprensa.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Qual a sua experiência?

Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar;
Já me queimei brincando com uma vela;
Já fiz um balão com o chiclete que se me colou na cara;
Já falei com o espelho, já fingi ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista;
Já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora.
Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme;
Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.
Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas;
Já subi a uma árvore para roubar fruta;
Já caí por uma escada.
Já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.
Já corri para não deixar alguém a chorar;
Já fiquei só no meio de mil pessoas, sentindo a falta de uma única.
Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado;
Já mergulhei na piscina e não quis sair mais;
Já tomei whisky até sentir os lábios dormentes;
Já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.
Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos;
Já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e senti medo de me levantar.
Já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um 'para sempre' pela metade. Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua;
Foram tantas as coisas que fiz.
Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel:
- Qual é a sua experiência?
Já me queimei brincando com uma vela;
Já fiz um balão com o chiclete que se me colou na cara;
Já falei com o espelho, já fingi ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista;
Já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora.
Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme;
Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.
Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas;
Já subi a uma árvore para roubar fruta;
Já caí por uma escada.
Já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.
Já corri para não deixar alguém a chorar;
Já fiquei só no meio de mil pessoas, sentindo a falta de uma única.
Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado;
Já mergulhei na piscina e não quis sair mais;
Já tomei whisky até sentir os lábios dormentes;
Já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.
Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos;
Já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e senti medo de me levantar.
Já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um 'para sempre' pela metade. Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua;
Foram tantas as coisas que fiz.
Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel:
- Qual é a sua experiência?
Essa pergunta fez eco no meu cérebro. Experiência....
Experiência... Será que cultivar sorrisos é experiência?
Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário:
- Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova ???
Experiência... Será que cultivar sorrisos é experiência?
Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário:
- Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova ???
*A redação acima foi escrita por um candidato numa seleção de pessoal na Volkswagen. A pessoa foi aceita e o seu texto está a fazer furor na Internet, pela sua criatividade e sensibilidade. Recebi este texto por e-mail.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Básico, mas rede não é comunidade, ou é?

As redes sociais são uma das mais antigas formas de relacionamento das sociedades organizadas de que se tem notícia. Das mais complexas às mais simples formas de junção, o ser humano dotado de mínima inteligência cria maneiras de se segmentar e buscar os seus comuns para promover troca e se ordenar socialmente – estimulado pela sua proximidade geográfica, interesses econômicos, religião, esporte favorito, receitas de comidas sem carboidratos e por ai vai. Motivações não faltam, uma vez que o homo sapiens é dotado de uma privilegiada estrutura de convivência e não de isolamento ou solidão – ele precisa fazer parte de uma sociedade (do latim, societas = aglomeração/ associação de pessoas).
Não, as redes sociais não são oriundas da internet (lamento!) e tampouco uma exclusividade da web, mas é inegável que o poder de capilarização da www acelerou a sua penetração junto aos usuários da rede mundial, transformando as social nets em um “lugar da moda” – não fazer parte de uma rede social virtual é quase como não saber que o Vik Muniz é brasileiro ou não fazer terapia ortomolecular: você está literalmente “out”. Se você não tem um Facebook em plena atividade, um conselho, meu amigo: compre uma caixa de chá e vá conversar sobre o tempo com a sua bisa, porque você não terá mais influência alguma sobre os seus amigos. Provavelmente nem sobre os seus sobrinhos.
Separemos bem as coisas, então: rede social é um assunto mais velho do que andar pra frente, só que alguns meninos tímidos resolveram se aproximar do resto do mundo através da internet, um veículo extremamente barato, veloz e eficiente – uma química absolutamente perfeita. O que nós, publicitários, comunicólogos e marketeiros ainda não compreendemos é que a internet, com todos esses predicados, é só o meio de propagação das relações interpessoais e a próxima pessoa que disser “vou criar um viral para a internet” merece ser sumariamente despedida.
Estamos na fase do back to basics: uma ação bem-sucedida na web é aquela capaz de extrapolar a internet e promover um encontro ao vivo, carne e osso, entre seres humanos comuns. É aquela capaz de motivar as pessoas a sairem da frente das telas de seus computadores conectados e se encontrarem em uma praça pública para cantar, dançar ou tirar as calças. O maior desafio das redes sociais é nos fazer voltar à vida real, tal como sabíamos há alguns anos.
*Fernanda Graeff é diretora de planejamento estratégico da Holding Clube
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Não entenderam nada da Internet*

Com o projeto de reforma eleitoral, o Senado mostra que olha para a internet da mesma forma que olha para as mídias em geral. Quando faz isso, limita a ideia de internet como espaço público e rede mundial. Dentro da internet, é claro, há as ramificações dos grandes meios de comunicação. Porém, a impressão que os nossos legisladores transmitem ao apresentar essa proposta é que só estão olhando para esse universo das mídias tradicionais, como se a internet se resumisse a esses portais de notícias, que nem sequer são o forte da internet.
Isso evidencia que os políticos brasileiros ainda não entenderam a internet como um espaço público onde cada cidadão tem uma tribuna. Pior: não entenderam o que é ser um cidadão no século XXI. Ainda concebem a comunicação como um processo centralizado, em que a mensagem parte de um centro emissor para muitos destinatários, quando, na realidade, o forte da internet é a relação de um cidadão com outro na construção interativa do conhecimento.
Na internet, você não é receptor passivo e pode surfar numa infinidade de canais sem ficar condicionado, por exemplo, à repetição da TV. E, se o conteúdo não agrada, basta deletar. No projeto, eles não deixam claro se vão fiscalizar o posicionamento ideológico de cada cidadão. Mas, além de tecnicamente impossível, seria uma piada se o fizessem.
* Análise de um dos blogueiros deste free blog, veiculada dentro da materia "Representante do MPF no Estado classifica as proibições impostas ao uso da web como 'censura' "de Vitor Vogas do jornal A gazeta de 04 de setembro.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Lutando para se aproximar
Veja o vídeo do 7° encontro da teia cabloca de videos juvenis. Encontro promovido pelo projeto saúde e alegria, para fortalecer a participação dos jovens ribeirinhos, jovens das comunidades dos rios tapajós, amazonas e irapiruns no trabalho de comunicação comunitária. O vídeo foi postado no you tube em julho do ano passado. Olhe ao redor!!
Fonte: http://redemocoronga.org.br/
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