sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sejamos criativos

Esse vídeo, criado há quase 8 anos (e tão atual), é uma espécie de: Tudo o que você queria saber sobre Creative Commons, mas nunca teve coragem de pesquisar no Google sobre o assunto.

Narrado pelo dublador Guilherme Briggs, é a tradução em português do conceito original das chamadas “licenças flexíveis para obras intelectuais”, mostrando a diferença entre trabalhar sem intermediários e copyright.

A moral da história toda é: seja criativo, ainda mais quando preferem não te ouvir.

Se você nunca viu, é agora:

Fonte: http://assuntoscriativos.blogspot.com/

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

COMUNIDADE DO ARCO DIGITAL


Segue abaixo texto Nhenety Kariri-Xocó participante da comunidade do arco digital.





Nos índios já estamos usando o computador como ferramenta de buscar soluções.



O computador nos serve para escrever projetos ou cartas, que nos auxiliam para buscar melhorias na saúde educação, sustentabilidade e tudo que se refere a nossa sobrevivência e desenvolvimento, servindo como um Arco e Flecha.




O arco e flecha é um instrumento de defesa, de caça… Hoje em dia, um computador com internet também pode ser utilizado pelos os indios como um instrumento de defesa e caça.




Quando nós índios pensamos em fazer uma caçada, nós nos preparamos, estudando todas as possibilidades: o clima, o terreno, a época do ano… Preparamos nossas flechas, fazemos nossas orações e saímos em grupo…




Hoje em dia, também nos reunimos em grupo e através do computador e a internet nos estudamos todas as possibilidades: os órgãos do governo e seus editais e suas leis, as agencias de cooperação, os financiadores, os programas, os patrocínios de empresas, o mundo das parcerias… Preparamos nossos projetos e saímos na busca de concretizar nossa caçada.



Arco e flecha = computador e internet



Caçada = elaboração de projetos



Caça = projeto aprovado



Cozinhar = executar



E depois só comer o resultado

Quando um projeto é pensado, projetado, elaborado, encaminhado é igual à CAÇADA TRADICIONAL.


O que se precisa para ser um bom CAÇADOR?


Precisa aprender com os mais hábeis caçadores e principalmente praticar muito.É bom estudar os hábitos dos animais: onde comem, onde bebem, onde vivem…É importante saber imitar os animais para atrai-os.É importante farejar, rastejar para capturar as caças.É muito importante também o domínio do arco e flecha para atingir a caça.


O que se precisa para ser um bom CAÇADOR ELETRÔNICO?


Precisa aprender um pouco da informática com aqueles que já sabem sem se importar com a tribo digital que a outra pessoa pertença. Dedicar horas a pratica no computador é fundamental.


Praticando se aprende. Muito do que sabemos hoje temos o aprendido praticando… Sozinhos. Com a internet nos podemos estudar “os hábitos” das agencias, das secretarias, dos órgãos, das empresas… Onde se localizam, quais são a suas missões, quais suas formas de proceder (editais, chamadas, patrocínios, apoios, parcerias…).


É importante saber “imitar”, saber ajustar nossos projetos aos perfis daqueles que agente quer atrair, sejam eles financiadores ou parceiros…È importante procurar, pesquisar, navegar na INTERNET para assim saber melhor como “capturar”.


Hábitat (Floresta, rio, lagoa, árvores, subsolo…) = Financiadores (Agencias, Secretarias, Empresas).


Hábitat é onde agente vai buscar a caça.Financiador é onde agente vai buscar aprovar o projeto.
O computador é muito rápido ele vai longe pode até atrevessar o oceano, ir ao final do mundo em segundos.


A luta para buscar as soluções dos problemas exige um grupo de pessoas articuladas e planejamento, portanto o arco foi esticado, quando o trabalho vai sendo desempenhado em forma de papel (flechas) elas são lançadas em todas as direções e atingem o alvo quando a ação for concretizada.



Um arco e flecha pendurado na parede é decorativo não caça nem defende.Vamos usar nossos computadores.


Nhenety Kariri-Xocó
Nhenety@indiosonline.org.br

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O cidadão decide o que vai protagonizar


A comunicação comunitária, no Brasil, ganhou maior notabilidade em uma época em que a liberdade de expressão não era um das principais aspirações dos governantes. É de conhecimento geral que, durante o período da repressão militar, toda e qualquer manifestação popular estava fadada a fiscalização e a censura por parte do governo.

É exatamente nesse contexto que começam a surgir maneiras alternativas de se fazer comunicação. Maneiras que não necessariamente implicavam em formas tradicionais de comunicação, como jornais ou rádios. Trata-se de algo completamente novo, fugindo do modelo emissor –> meio –> receptor.

De maneira muito peculiar, neste novo molde, a comunicação passa a ser feita pelo cidadão e para o cidadão. Não existe a figura de uma grande empresa selecionando informações que posteriormente seriam veiculadas no mass media. E, ao contrário das conclusões que se pode tirar, a comunicação comunitária não tem como pretensão tornar-se evidente a ponto de ocupar grande espaço na mídia convencional.

É importante que se esclareça o fato de que as produções realizadas dentro da comunicação comunitária não são necessáriamente, desprovidas de profissionalismo ou qualidade.

Peruzzo (1998) aborda uma questão extremamente importante. O popular (inserido no contexto da comunicação comunitária), muitas vezes menosprezado devido a precoce e imatura definição quanto ao que tange sua essência, nada mais representa que uma camada da população altamente politizada a par de questões que se dizem a seu respeito. A partir desse novo conceito, o popular deixa de ser algo inferior (segundo nossos conceitos - ou preconceitos) e passa a ser a voz do cidadão que tem conhecimento dos fatos que o norteiam, e quer comunicar isso a sociedade de alguma maneira.

Analisando por essa ótica evidencia-se o fato de que, o cidadão, pela primeira vez em toda história da comunicação, não somente se torna o grande protagonista, como também decide o que vai protagonizar.

Em meio a era das tecnologias digitais e do constante fluxo de informações que a sociedade contemporânea vive, é possível vislumbrar a comunicação comunitária não somente como uma forma alternativa de nos comunicarmos. Ela se torna nossa principal fonte de informações, uma vez que teorias obsoletas em todo seu pessimismo já não possuem o espaço e a credibilidade que antes lhes eram creditados.

As teorias da comunicação ganham novo campo com o surgimento da comunicação dita comunitária, uma vez que as constantes transformações na sociedade tornam possíveis novas maneiras de interagirmos uns com os outros. Obviamente não levanto a hipótese de que teorias como a de Frankfurt sejam desclassificadas ou tampouco ignoradas, pois o conceito do novo só se torna pleno e consistente quando levamos em consideração as ponderações feitas anteriormente, quando a sociedade, por sua vez, também era totalmente diferente.

Raini Salviato é estudante de jornalismo, autora deste blog e participa da disciplina de Comunicação Comunitária da Escola de Jornalismo da Estácio de Sá de Vitória.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Uma nova ponte




Conheça a Rede de Mobilização Social . Uma comunidade virtual que debate e compartilha informações. A RMS é um serviço de comunicação comunitária que leva informações de interesse público a jornalistas, entidades de classe, ONGs, instituições de ensino, lideranças comunitárias e religiosas e gestores públicos.

A Rede de Mobilização Social tem como objetivo construir uma ponte que fortaleça o diálogo, afine o discurso e aumente a confiança da sociedade em ações que sensibilizem e convoquem os multiplicadores a disseminar mensagens de interesse público dentro dos grupos em que atuam.

“Convocar vontades” para promover uma agenda positiva é o principal desafio da RMS.
A estratégia de criar uma rede de divulgação e diálogo na web possibilita a ampliação de ações relevantes e ainda mais abrangentes para as comunidades participantes.

Seja um membro, divulge seus projetos, opine.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Generation Y, americans boys and girls or just not it?


Por Stephanie Armour, USA TODAY (Tradução de Mayra Saidemberg, para o Job Jump.)


Eles são jovens, espertos e ousados.


Usam chinelo no escritório ou ouvem iPods em suas mesas.


Eles querem trabalhar, mas não querem que o trabalho seja sua vida. Esta é a geração Y.


Uma força de milhões de pessoas que pela primeira vez estão entrando em suas profissões e tomando seu lugar no mercado de trabalho incrivelmente multigeracional.


Fiquem prontos, pois esta geração, cujos membros ainda não atingiram os 30 anos, é diferente daqueles que vieram antes deles, conforme pesquisadores e autores como Bruce Tulgan, o fundador de New Haven, CNN, baseado no Rainmaker Tinking, que estuda a vida de pessoas jovens.


Esta geração esta entrando na força de trabalho a numa época marcada pela maior mudança demográfica de todos os tempos e as empresas nos U.S.A. estão com a sua força de trabalho envelhecendo.


Pessoas com 60 anos de idade estão agora trabalhando ao lado de pessoas de 20 anos de idade, graduados do colégio com mente fresca estão supervisionando trabalhadores que poderiam ser seus pais.


E os novos iniciantes no trabalho estão trocando suas profissões mais rápidas do que os estudantes passam de série que estão estudando, criando frustração para os empregadores, lutando para reter e recrutar talentos de alta performance.


Diferentemente das gerações que se foram antes deles a Geração Y, tem sido cuidada, nutrida e programada com inúmeras atividades desde as fraldas.


Isso significa que eles são ao mesmo tempo voltados para alta performance, e alta manutenção, diz Tugan – “Eles também acreditam no seu próprio valor”.


A Geração Y responde muito menos aos tipos de comandos e controles tradicionais de gerenciamento ainda populares.


É a maioria da força de trabalho de hoje, diz Jordan Kaplan, um professor associado à ciência de gerenciamento na Universidade de Lond Island, Brooklin, Nova York. Eles cresceram questionando seus pais e agora estão questionando seus empregadores.


Eles não sabem se calar, o que é ótimo, mas isto é um agravante para o gerente de 50 anos quando diz, - “Não faça isto não faça aquilo”.


A filosofia speak-your-mind ou Estimule a sua mente, faz sentido para Katie Patterson, uma Executiva da Edelman Public Relations em Atlanta. Aos de 23 anos veio de Yowa e agora divide uma casa com dois colegas.Todos gostam de colaborar uns com os outros e vêem a maioria de seus amigos quererem dirigir seu próprio negocio, porque assim podem ter a sua independência.


Eles dizem: “Nos estamos desejosos e sem medo de mudar o status quo”. “Um ambiente onde a criatividade e independência de pensamento, são procuradas será atraente e positivo às pessoas de minha idade. Nós somos muito independentes e hábeis tecnicamente”.


Muito se sabe da Geração Y: Eles têm dicas para finanças Depois de presenciar a insegurança financeira que baseou as gerações anteriores, pela época de desemprego e falências, os novos integrantes da força de trabalho são geralmente hábeis, seguros financeiramente, quando se diz respeito a dinheiro e poupança.


Eles se preocupam com benefícios de planos de aposentadoria. A pesquisa de compras da NY – Diversified Investment Advisors aponta que 37% da Geração Y pretende começar a poupar para a aposentadoria antes de chegar aos 25 anos, com 46% destes já trabalhando e para 49% destas pessoas os benefícios da aposentadoria são importantes fatores na escolha do emprego.


Entre a Geração Y 70% contribui para seu plano de aposentadoria. Paterson , que trabalha em Edelman, já tem um planejamento financeiro, e a companheira de trabalho Jennifer Hudson, de 23 anos esta poupando para o futuro – “Eu já sabia sobre IRA / Roth (Poupanças para aposentados americanos, isentas de impostos), aos 17 anos. Eu aprendi sobre isto na aula de economia” diz Hudson, um Executivo de Contas em Atlanta e a Universidade de Alabama.


“Minha geração é muito mais realista. Nos estávamos no colégio, quando percebemos a quebra de empresas e o desemprego”. O equilíbrio na vida no trabalho não é um mar de rosas. Diferentemente dos boomers (pessoas nascidas logo após a segunda guerra mundial) que tentaram priorizar a carreira em relação à família, os trabalhadores mais jovens estão interessados em fazer com que seu trabalho permita acomodar sua família e a vida pessoal.


Eles querem um trabalho que seja flexível, opções de trabalhar em casa pelo computador e a possibilidade de serviço de meio período ou de deixar a força de trabalho temporariamente, quando as crianças estão na prioridade. “Existe um maior valor a auto - satisfação” diz Diana de San Diego, de 24 anos que mora com os pais em São Francisco e trabalha ajudando a preparar estudantes - para o mercado de trabalho mundial através do programa do colégio Parachute, depois de 11 de setembro há a consciência de que a vida é curta e que deva ser mais valorizada. Mudar, mudar, mudar.


A Geração Y não espera permanecer no emprego ou na carreira, por muito tempo.


Viram escândalos que implodiram grandes corporações como Enron e Arthur Andersen, nos Estados Unidos, e eles têm duvidas sobre estes conceitos como lealdade dos empregados, diz Tulgan.


Não gostam de ficar por muito tempo em qualquer compromisso, esta é a geração de tarefas múltiplas, e eles podem viajar pela Internet, comunicam-se por e-mail, pelos seus Blackberrys (computadores de mão), ao mesmo tempo em que falam nos celulares enquanto conversam online.


Eles acreditam no seu autovalor e valorizam-se suficientemente e não são tímidos quanto a tentar trocar as empresas para quem trabalham. Isto pode ser comparado a Geração X, a geração nascida entre 1960-70, conhecida pela sua independência de pensamento, favoráveis a mudança e enfatizando a família.


Eles são como a Geração X em forma de asteróides, diz Tulgan. Eles giram em torno do trabalho com altas expectativas sobre si mesmos, assim como de seu empregador. Se você pensa que viu um estouro quando a Geração X, entrou no trabalho, isto era falso e o reflexo está vindo agora. ( Nota – a geração X era representativa de uma geração de contestação ao sistema vigente, principalmente o capitalista, e hoje fazem parte normal deste sistema).


Tulgan , co–autor de Managing Generation Y ,com Carolyn Martin e que coordena sessões de treinamento em empresas sobre como preparar e reter a geração Y, diz que um exemplo recente é uma jovem mulher , que começou um trabalho numa empresa de cereais. Ela apareceu no primeiro dia com uma receita para um novo cereal que ela inventou.


Conflitos quanto à vestimenta casual No lugar de trabalho podem aparecer conflitos, ressentimentos por causa de serie de fatores, mesmo sobre assuntos aparentemente inócuos, como aparência.Quando, por exemplo, uma geração acostumada à vestimenta casual como chinelo de dedo, tatuagens e calça capri, se encontra com uma. Roupa mais formal exigida no escritório. Angie Ping, de Alvin no Texas, vive com chinelos, mas trabalha num escritório onde não pode fazer isso.


A política de algumas empresas com relação à vestimenta adequada em escritório parece completamente retrogradas para mim, diz Ping, da Internacional Facility Management Association. “Uma nova medida para a vestimenta de trabalho nesta estação é a moda masculina inspirada nas calcas capri, que veste tão bem como as outras quando comparadas, mas as calças capri não são permitidas na minha organização”.


A Geração Y se sente totalmente confortável com tecnologia. Enquanto os cincoentões preferem um telefonema ou encontro pessoal para falar sobre um tópico importante, os trabalhadores jovens podem preferir solução virtual do problema.


Conflitos também podem aparecer no estilo de gerenciamento Diferentemente das antigas gerações, que em grande parte estavam acostumados a revisões anuais, a Geração Y cresceu dentro de constante feedback e reconhecimento dos professores, pais e orientadores e podem se ressentir e se sentirem perdidos se a comunicação com os patrões não é mais regular.


A geração do novo século tem estimulado estas crianças a serem mais auto centradas, diz Cathy O’Neill, vice-presidente sênior no gerenciamento de carreiras na empresa ·Lee Hecht Harrison in Woodcliff Lake, NY. – “As suas expectativas são diferentes.


Eles esperam que lhes digam como estão indo, com muito mais freqüência do que os mais velhos”. Matt BerKey, 24 anos, um escritor da ST Louis Small Business Monthly, diz que muitos da sua geração viajaram e tiveram muitas experiências enriquecedoras para o seu desenvolvimento. Com isso, pode haver um choque com as gerações mais antigas que se vêem como competitivas e não como habilidosas. “Estamos surpreendendo por conseguirmos nosso trabalho e nosso dinheiro”. Nós queremos o trabalho monopolizador de direita longe”, ele diz.


“Parece que nossos pais nos enganaram. Tudo é possível. Nos tivemos aulas de Karate, futebol e muitas outras coisas. Mas eles não deram valor a nossa habilidade social. Eles não tratam os antigos empregados como deveriam”.


Os empregadores estão examinando novas maneiras de recrutar e reter e estão tentando atrair os trabalhadores mais jovens e flexíveis no trabalho e outras qualidades, geralmente atrativas da Geração Y. No Abbot Laboratories de Chicago, os recrutadores estão abordando estudantes de colégio, dizendo a eles sobre os benefícios como escalas de trabalho flexíveis, telecomunicação, reembolsos e uma monitoração online.


Bonificação e recrutamento Aflac, uma seguradora com base em Columbus, Ga. destaca-se pelas bonificações, como dar recompensas como folga, escalas flexíveis de trabalho e reconhecimento constante para seus funcionários. Xerox esta indo para o recrutamento de estudantes que de destacam nas escolas de ensino técnicos ou profissionalizantes ou “core colleges” como a empresa se refere a universidades que tem o tipo de talento que a Xerox precisa.


Por exemplo, The Rochester Institute of Technology é uma core school; para a Xerox recrutar, pois tem programas fortes de engenharia e ciências relacionadas com os negócios da Xerox. Xerox esta usando o slogan “auto–expressão” como uma forma de descrever o perfil dos candidatos que busca. A esperança é que o slogan seja chamativo para aqueles que pertencem a esta nova geração, que possui o desejo de desenvolver soluções e mudanças.


Quem recruta também aponta para a importância da diversidade na empresa; a Geração Y é um dos muitos e diversos grupos demográficos, um entre três é minoria. “Geração Y - Isto é muito importante”, diz Joe Hammill, diretor da aquisição de talentos “Xerox, ou outra empresa tipo–fortuna, visualiza esta força de trabalho emergente como o futuro das organizações”. Mas algum conflito é inevitável. Mais de 60 % dos empregadores dizem que eles estão experienciando tensão entre os empregados das diferentes gerações, conforme pesquisa de Lee Hecht Harrison.


A pesquisa indicou que mais de 70% dos trabalhadores mais velhos estão desvalorizando as habilidades dos trabalhadores mais jovens e, perto de 50%, diz que os mais jovens estão desvalorizando as habilidades dos companheiros de trabalho mais velhos.


Como um assistente executivo, Jennifer Lewis, aprova as despesas e mantém o acompanhamento dos dias de folga dos empregados. O que ela diz poder ser recompensa por que ela é muito mais nova do que suas companheiras de trabalho. Ela se reporta ao presidente do departamento de desenho da sua companhia. “As pessoas que tem estado por aqui, há 10 anos, e precisam fazer relatórios a alguém de 22 anos”, diz Lewis. Ela, além disso, fala em seus e-mails disso “Eu sempre tenho que mentir sobre a minha idade para conseguir um certo grau de respeito que quero ter de meus companheiros de trabalho”.


Lewis, a sênior no Hunter College in New York, tenta não dizer as pessoas, que ela é uma estudante por medo de parecer que ela parece com “uma jovem garota do colégio”. Ela paga aluguel e paga sua própria escola e gasta o tempo tendo aulas de culinária e cerâmica. “Mas tem vantagens em ser jovem também. Conheço muito de computador”, diz ela, “e por isso as pessoas precisam reportar-se sempre a mim".


domingo, 1 de novembro de 2009

“Comunidades” podem ser construtivas ou destrutivas. Qual é a sua?


Este texto foi escrito por Eline Kullock, fundadora do Grupo Foco, estudiosa do comportamento das gerações e especialista em Geração Y.


Fico me perguntando se o que o mundo virtual chama de “comunidades” são, de fato, comunidades. As comunidades, como eu entendo, são grupos que se ajudam, se protegem, se dão e se exigem limites, também. Têm sempre uma causa comum a todos.

Pense nas comunidades que conhecemos. O AA (Alcoólicos Anônimos) é uma comunidade? Tem um objetivo comum? Se ajuda, quando necessário? Quando alguém a ataca ele se une “contra” o atacante?

De que comunidades, baseadas neste conceito, você já participou? Da turma da escola? Mesmo que você já não faça mais parte, deixou saudades? Você a defende como se estivesse dentro, ainda, da turma? Quando você se lembra delas, com momentos tristes ou alegres, acha que marcaram você? Dá peso de saudade, peso de tristeza, leveza de passarinho?

Pois é. Aí eu queria falar das comunidades do mundo 2.0. Você faz parte de alguma comunidade do Orkut? Ela, de fato, representa alguma coisa pra você? Se você sair dela, vai fazer alguma diferença? E assim como eu disse comunidade do Orkut, pense se você faz parte de uma comunidade do Facebook? Do LinkedIn?

Será que isso é comunidade? Pra mim, isso é agrupamento. Tanto faz se você estiver lá ou não. Na verdade, a comunidade não mexe contigo e você não mexe com a comunidade.
E o que tem isso a ver com a vida? Tem tudo a ver.

Eu acho mesmo que o conceito de “croudsourcing”, do qual já falei aqui muitas vezes, elogiando o livro “O poder das multidões”, que mostra como as comunidades vão mexer com a vida da gente. O poder dos grupos na disciplina, na ordem, na pesquisa, no trabalho conjunto ou compartilhado vão acontecer mais devagar do que eu imaginava. Preciso ser menos idealista. Não são essas pseudo-comunidades que, de fato, fazem a diferença.

Algumas vezes acredito até que estas comunidades se unem por um motivo torpe, um motivo destrutivo, mas que, no dito “poder do consumidor”, da multidão, acabam fazendo um trabalho pouco profundo de análise do que está sendo discutido, vendido, exposto, do que está sendo venerado, do que está sendo pixado. E expõe em praça pública pessoas e instituições que precisariam de mais respeito.

Vou fazer uma provocação que eu sei será enorme!

A comunidade de Trainee Brasil, do Orkut, colocou uma enquete pra saber qual a pior consultoria de RH do Brasil. E muitas pessoas vão lá e votam, como se isso não representasse nada. É como se eu perguntasse: “Esse cachorro da rua é mais bonito que aquele? E aquela menina gorda, é estranha?”

O que quero dizer aqui é que, algumas vezes, os pseudo-grupos se unem e podem ser perversos, simplistas, mordazes e destrutivos.

Assim como Hitler se firmou no poder num minuto de descontrole geral, é assim que surgem os grandes erros da Humanidade.

Esse é, de fato, um grupo lutando por alguma coisa? Defendendo interesses? Definindo com as empresas como devem ser os processos seletivos? Com a profundidade e consistência pra poder avaliar alguma coisa?

Li hoje no blog “O Cappuccino” sobre o poder das mídias sociais nos produtos. Questiono muito se essas análises são consistentes ou se só caíram no gosto da piada, da vida vivida pelo momento.

Fica aqui o meu protesto. Um protesto de quem já foi difamada (pelo Sr.Pedro Ethos) sem motivo algum. E, se ele estivesse numa comunidade, seria capaz de levantar uma multidão. E que, se essa multidão, por não necessariamente ser uma comunidade, não compreender sua importância e força como grupo, poderia fazer um mal danado. Algumas vezes irreversível.
É essencial que esta geração se pergunte se está participando de comunidades, de agrupamentos inconseqüentes, e se tem noção disso.

Somos agrupamentos? Somos grupos? Qual é a diferença? Queremos estar em comunidades? Ou preferimos o anonimato dos agrupamentos? Eu levanto esta questão porque participei e participo em vários grupos que, no meu ponto de vista, fazem a diferença. Constroem. Sou da geração Baby Boomer e acho que isso era mais comum nos anos já passados.

Fica a minha provocação para a geração Y: a que comunidades vocês fazem questão de pertencer? De quais realmente pertencem e por quê? E, se você está em agrupamentos, está lá por qual motivo?

Agrupamentos e comunidades: onde realmente podemos fazer a diferença?