quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Com outros olhos


A mesma paixão e sonho. O mesmo entusiasmo e desejo. O mesmo impulso e vontade de transformar a realidade. Diferentes e ao mesmo tempo iguais. Juntos e ao mesmo tempo separados. Sensações estas, vividas e contadas através de uma história que mostra uma realidade totalmente diferente, mas no mesmo espaço e tempo.

Conhecimento que é passado, trocado por ambos, pelo dois lados. Informações de um, dados de outro. Assim, nesta emoção e troca de idéias, a transformação e mudança apontaram para a mesma direção, mudar a visão de uma sociedade.

No inicio parecia tudo fácil, maravilhoso, sem problemas, mas alguns imprevistos surgiram ao longo de uma cansativa caminhada. Uma jornada com passagem comprada para um único destino, sem possibilidade de chegada.

A vontade era mostrar ao mundo a verdadeira realidade, esta exibida pela mídia com outra visão. Momentos aqueles exibidos através da tela da TV, descritos nos parágrafos dos jornais, emitidos pelas ondas sonoras e contidos nos bytes da internet. Uma realidade totalmente fora dela, uma visão cega do ponto de vista de uma comunidade.

Chegando ao topo do contexto e das idéias apresentadas nestes curtos e breves parágrafos, subiremos um pouco mais, mais um pouco, até alcançar uma realidade fora da nossa, diferente da vivida por muitos, mas assistida por milhares.

Com essa força de vontade que a estudante, na época, hoje jornalista Taciana Grotti, atingiu o ápice dos encantos e desencantos. Subiu e correu atrás de conteúdo totalmente diferente apresentado por aquelas mídias.

Durante uma observação em campo e desenvolvimento de um trabalho social na comunidade de São Benedito, um ponto alto da Capital do Espírito Santo, Vitória, discriminada e afastada do outro lado da sociedade. Foi onde a aspirante a jornalista encontrou e descobriu vontades iguais e sonhos para muitos, inalcançáveis. Conheceu e trocou idéia com grupo de jovens, descobrindo assim, um sonho semelhante e gosto idêntico ao cinema.

A pequena e grande sonhadora, desenhou e descreveu sua idéia e correu atrás para transformar vontade em oportunidade. Fez seleção daqueles que durante a troca de informações, mostraram-se interessados em aprender e construir objetivos.

Selecionou alguns jovens com idade entre 20 e 25 anos, apenas uma moça. Uns do bairro São Benedito e outros do bairro inimigo, Jaburu. Inimigo no ponto de vista da mídia e do outro lado da sociedade.

Trabalharam e desenvolveram durante encontros, atividades relacionadas ao cinema, mais próximo ao vídeo-documentário. Aprenderam com professores e técnicos como elaborar roteiros, operar equipamentos, editar vídeos e mostrar ao mundo uma visão diferente.

Com as idéias, a vontade transformou-se em trabalho de conclusão de curso que seguiu no papel e nas reuniões. Traçaram metas e objetivos. No caminho revelaram qual seria o contexto daquele documento audiovisual.

Os aspirantes a diretores de cinema, queriam mostrar a realidade daquelas duas comunidades que para alguns são inimigas e para outros, amigas. Juntaram-se e na hora de gritar: Luz, câmera, ação, foram barrados pelo medo e desespero.

O que estava no papel, ficou. O que estava na cabeça, saiu. Mas a vontade ainda é grande de mostrar que a realidade vivida por eles é outra e não aquela exibida e transmitidas pelas antenas da TV.

No final, o gosto da tristeza e indignação ficou na boca, nas lágrimas, mas não na cabeça e mente. Por fim, tentativas sempre são válidas e a sensação de dever cumprido, também.

Werlen Carlvalho é estudante de jornalismo, autor deste blog e participa da disciplina de Comunicação Comunitária da Escola de Jornalismo da Estácio de Sá de Vitória.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

TCC: Instrumento de Transformação Social

Foto: Carlos Antolini
O trabalho de conclusão do curso superior (TCC), também denominado como monografia em alguns cursos, assusta muitos alunos e pode ser determinante para o futuro profissional. Apesar de provocar todo esse terror entre os acadêmicos, bons resultados podem ser notados com a produção de um trabalho como esse. Um bom exemplo é o projeto desenvolvido pela jornalista
Taciana Grotti , formada pela faculdade Estácio de Sá em Vitória – ES.

O TCC de Taciana abordou o tema Comunicação Comunitária, com foco na produção de trabalhos audiovisuais. Durante o processo de desenvolvimento do projeto, vários jovens residentes nos bairros São Benedito e Jaburu do município de Vitória, participaram de oficinas de fotografia, roteiro, câmera, edição, sonorização entre outros.

Em entrevista concedida a alunos do curso de jornalismo da faculdade onde se graduou, Taciana alegou ter enfrentado vários desafios durante o desenvolvimento do projeto, já que os bairros contemplados apresentam um alto índice de violência, mas afirma que os obstáculos contribuíram para o seu amadurecimento pessoal e profissional. “Foi importante estar do outro lado da violência mostrada pela grande mídia.

Penso que todos deveriam passar por essa experiência, para se livrar dos preconceitos que envolvem esse tema”, relata a jornalista. Naturalmente, o trabalho produziu vários resultados positivos. Taciana obteve a nota máxima, concluindo o curso com chave de ouro, mas lembra que nada disso seria válido se não beneficiasse os participantes do projeto. “Me sinto muito feliz com os resultados que alcançamos, pois alguns dos meninos se apaixonaram pelo audiovisual, estão se especializando e já iniciam uma carreira na área”.

A jornalista afirma que o TCC pode contemplar conquistas que vão além da conclusão do curso. “Aprendi que a profissão que escolhi pode ser um instrumento de transformação social”.

Os jovens que participaram do projeto já produziram outros trabalhos depois do término do curso e acabaram de vencer o vídeo "Maicou Diéquison o Troféu Caledoscópio como melhor vídeo ficção no 5° Festival de Jvens Realizadors de Audiovisual do MERCOSUL realizado em Vitória no último final de semana.

Patrícia Mara é estudante de jornalismo, autora deste blog e participa da disciplina de Comunicação Comunitária da Escola de Jornalismo da Estácio de Sá de Vitória.

Fonte : http://sistemas6.vitoria.es.gov.br/diario/noticia.php?idNoticia=1091
Veja a Página do Projeto “Comunicação Comunitária” da Universidade de Brasília: http://www.unb.br/fac/comcom/

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Troféu Caleidoscópio vai para Máicou Diéquison


Após cinco dias de exibição gratuita de cinema e troca de experiências entre os projetos sociais, o Festival de Jovens Realizadores de Audiovisual do Mercosul encerrou a quinta edição com a divulgação dos quatro filmes vencedores do Troféu Caleidoscópio. A sessão de encerramento foi realizada no final da tarde de sábado, 26, no Cine Metrópolis, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).


O Troféu Caleidoscópio premiou o documentário “Olé Larinda, O Canto das Raspadeiras de Mandioca”, do Grupo de Informática, Comunicação e Ação Local (Giral), de Pernambuco; o documentário “Belas Favelas – Comunidade da Serrinha”, da Escola de Arte e Tecnologia (Spectaculu), do Rio de Janeiro e a ficção “Máicou Diéquison”, produzido pelo Cineclube Kbça e o Centro de Referência da Juventude de Vitória (CRJ), do Espírito Santo.


Com 63 votos, o vencedor do Júri Popular é a ficção “Oswaldo” produzida pelo Instituto Oficinas Querô Empreendedorismo e Cidadania através do Cinema, vindo de São Paulo. A obra paulista foi escolhida pelo público – composto principalmente por alunos de escolas públicas capixabas – que lotou as sessões gratuitas de cinema promovidas pelo evento.


O Júri do Festival selecionou os demais trabalhos com base nos seguintes critérios: ser produto de um coletivo que está se iniciando na produção audiovisual, com experimentações de linguagem e que aborde temáticas com relevância para a sociedade.


A decisão foi tomada em reunião, ocorrida no dia 25, no Hotel Ilha do Boi, por um júri formado pelos jovens realizadores: Ariane Piñeiro, Benício Ramos, Felipe Santos Neves, Guilherme Rebêlo, Marinéia Anatório e Raphael De Angeli.
De acordo com a justificativa dos jurados, o vídeo “Máicou Diéquison”, dirigido por Ramon Zagoto e Natanael de Souza, foi escolhido “por tratar de um assunto recorrente na sociedade de uma maneira atípica, além de se preocupar com uma edição bem acabada, uma sonoplastia eficiente e com uma trilha sonora coerente com a narrativa”.


Para Ramon Zagoto, um dos diretores da ficção capixaba “Máicou Diéquison”, a premiação foi uma surpresa. Inicialmente, o vídeo foi idealizado para ser apresentado na Conferência Nacional de Segurança Pública, no entanto, como a produção ultrapassou o tempo de três minutos exigido pelo evento público, os jovens capixabas não puderam apresentar o material.


“Ficamos empolgados demais com a produção que acabou tendo quase nove minutos. Não era nossa pretensão inscrever o vídeo em festivais até que surgiu a oportunidade de participar do Festival Jovem”, conta Ramon. “Máicou Diéquison” mostra o desafio na busca do primeiro emprego vivido por um jovem negro da periferia que sonha com a carreira musical.


O 5º Festival de Jovens Realizadores de Audiovisual do Mercosul é realizado pelo Instituto Galpão (Vitória/ES), em parceria com a Aldeia – Agência de Audiovisual (Fortaleza/CE) e o Instituto Marlin Azul (Vitória/ES), com patrocínio do Instituto Votorantim através da Lei Rouanet.


O festival também ofereceu gratuitamente aos realizadores e ao público em geral palestras sobre comunicação colaborativa na produção audiovisual; conteúdos televisivos infanto-juvenis de qualidade; estratégias em mídias sociais e a construção da imagem corporal na mídia.

domingo, 27 de setembro de 2009

Maicou Diéquison

Quando me deparei com a disciplina de Comunicação Comunitária ainda na academia, não tinha idéia dos caminhos sem volta, que eu começaria a percorrer. O desafio estava em elaborar um projeto de Comunicação Comunitária que solucionasse as deficiências de comunicação dentro de um ambiente comunitário, em busca de algo que viesse surpreender as expectativas neste processo.

Atender as necessidades e anseios dos indivíduos envolvidos – onde estes pudessem ter a oportunidade de serem produtores de informações e não só meros receptores, - faria valer o direito à livre expressão, garantidos pela Constituição. Considerei que ao proporcionar a viabilização deste processo permite-se que os jovens exerçam a cidadania conquistando visibilidade ao saírem da posição de receptores passivos para emissores ativos da comunicação. A base para esse entendimento encontrei em Peruzzo (1998).

Realizar este projeto, com a participação de jovens dos Morros São Benedito e Jaburu, foi um processo complexo, cheio de incertezas, indagações, porém repleto de descobertas. Comecei a repensar nas muitas formas de produção, difusão e recepção de conteúdo - mass media - do qual somos submetidos diariamente (poucos se rebelam) e percebi a falta de participação popular na protagonização do processo.

Essa percepção me levou a um local de desconforto e me fez voltar no ano de 2007 onde tive a oportunidade de conhecer dois jovens moradores do morro São Benedito localizado na cidade de Vitória – ES.

Na ocasião dois jovens chamaram minha atenção ao demonstrarem interesse pelo audiovisual. Recordando a vontade destes jovens, entrei novamente em contato e constatei que o sonho ainda era algo distante. A falta de oportunidade, o desconhecimento da área e das técnicas que envolvem o meio audiovisual, além do difícil acesso aos equipamentos eram os grandes obstáculos que os jovens encontravam para que produzissem seu próprio vídeo.

Foi quando decidi institucionalizar nos laboratórios da Faculdade Estácio de Sá oficinas de fotografia, roteiro, vídeo, e edição de imagens ministradas por mim e por profissionais voluntários. Para isso, eles tiveram acesso aos recursos técnicos de produção de conteúdo e puderam experimentar a mídia conhecendo a linguagem do meio. Assim foi o “pontapé” inicial no que futuramente se transformaria no meu TCC.

Participaram das oficinas cinco jovens do morro São Benedito e dois jovens do morro Jaburu, comunidades localizadas na chamada Poligonal 1. Durante 15 dias eles tiveram acesso aos conhecimentos de produção de conteúdo do audiovisual e dos equipamentos de vídeo.

O idéia deles era elaborar um vídeo documentário. Utilizar esta mídia para mostrar à sociedade civil a realidade em que vivem, segundo o olhar de cada um. Resgatando suas identidades sócio-históricas e cultural. Na visão deles os veículos de comunicação somente dão destaque ao tráfico de drogas, a violência, e neste caso peculiar, a rivalidade entre os morros vizinhos. Deixam de lado ou dão menos importância ao dia a dia das comunidades - o que os jovens chamam de “lado bom”.

Após o término das oficinas grande parte do roteiro de gravação já tinha sido elaborado pelos “novos” protagonistas da informação, o que daria início a última etapa – o processo de produção e gravação do vídeo proposto.

Foi quando mais uma vez a mídia divulgou que a “guerra” de tráfico pela disputa de bocas de fumo na região tinha se intensificado no mês de março deste ano.

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/03/71925-adolescentes+de+quadrilha+de+traficantes+presos+em+vitoria.html

Fato este que inviabilizou temporariamente o início das gravações, pois não seria prudente e tão pouco seguro que os jovens circularem nos bairros tendo em mãos câmeras filmadoras neste período de conflito.

Este obstáculo foi o lamento da inconclusão do vídeo documentário até que a situação se amenizasse. No entanto todo o conhecimento adquirido pelos jovens após as oficinas resultou no vídeo de ficção chamado: “Maicou Diéquison”. Trata-se de um vídeo que traz uma analogia entre a morte do astro Michael Jackson e a morte prematura de muitos Maicons Diéquisons que se perdem por aí. E que hoje enquanto vivos estão à margem da sociedade.

O vídeo com 8 minutos de duração permitiu que minhas incertezas iniciais se transformassem em convicções. Entre elas é que vale a pena sim, dividir o conhecimento e permitir que este extrapole os muros acadêmicos. Minhas indagações foram preenchidas com o sentimento de ter contribuído com o aprendizado e crescimento desses jovens.

Este trabalho percorreu fundamentos teóricos e provocou experiências, mas não seria possível realizá-lo se enquanto jornalista não estivesse presente o sentimento de conscientização ao exercício da cidadania como dever social. As experiências desta prática, ao sair do papel mostram que a comunicação comunitária abre portas para uma nova vertente na área de atuação do jornalista - o agente social da comunicação.

O vídeo foi selecionado para a mostra oficial do 5° Festival de jovens realizadores de audiovisual do Mercosul que será realizado em no Cine metrópolis em Vitória entre os dias 22 e 26 de setembro.
Visite o site : http://imazul.org/festivaljovem5/

Taciana Grotti é jornalista.
http://tacianagrotti.multiply.com/

Veja o vídeo Maicou Diéquison (ES, 8’50”, ficção – Centro de Referência da Juventude)






sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Redes sociais e comunidadades online

Em um texto que está circulando na internet, a consultora de marketing B.L. Ochman dá seis razões que ajudam a entender muito bem o que ainda mantém a maioria das empresas longe das mídias sociais. Confira.

1 – Os empregados vão desperdiçar seu tempo nas redes sociais.
Muitas grandes empresas bloqueiam o acesso dos seus empregados à internet como um todo. Outros tentam bloquear o uso do e-mail pessoal e de redes como Facebook durante as horas de trabalho.Em maio de 2009, de acordo com o eMarketer, havia 29 milhões de smartphones nos EUA. É muito acesso à internet disponível para os trabalhadores de todo o país. Os empregadores não conseguirão manter as pessoas longe da internet nos intervalos, almoço, no banheiro e em outras situações como essas.O valor do acesso à internet para os trabalhadores – em termos de pesquisa, comunicação e velocidade – é muito maior do que a perda de produtividade. As empresas tem o direito de criar regras sobre o uso pessoal da internet, mas bloqueá-la durante as horas de trabalho é ridículo.


2 – Aqueles que odeiam a marca vão fazer mal a ela.
“E aqueles que odeiam a marca?” é a primeira pergunta que aparece nas minhas conferências sobre mídias sociais nas empresas. “E se as pessoas falarem coisas ruins sobre nossa marca?”Bem, pode haver coisas que você deve melhorar na sua empresa, e, neste caso, você deveria agradecer a eles por te contarem quais são. Depois, você deve realmente melhorá-las. Se sua comunidade online tem pessoas que gostam da sua marca, elas se levantarão para resolver o problema para você. Elas é que te defenderão.


3 – Perderemos o controle da marca.
Ouça. Todo mundo tem um computador e mesmo alguém sem muita habilidade tem ferramentas para expressar uma opinião sobre a sua marca. Eles já estão falando sobre você.O controle da mensagem é uma ilusão. Desista.Seus funcionários estão falando sobre você em grupos fechados no Facebook, feitos para você ficar de fora para que eles possam conversar sobre a empresa. Seus clientes estão mandando e-mails, usando o Twitter e Facebook para contar aos amigos sobre as experiências que tiveram com a sua marca. Você já não tem controle. Portanto, é melhor que junte-se à conversa logo. Pelo menos você conseguirá exercer alguma influência sobre o que está sendo dito.


4 - Mídia social exige uma verba real. Não é algo tão barato ou grátis.
Enquanto algumas ferramentas de mídias sociais são gratuitas, saber usá-las requer experiência e perspectiva.O filho do vizinho que domina o Twitter ou aquele estudante universitário não são capazes de integrar as mídias sociais à estratégia de marketing da empresa. Isso exige experiência e perspectiva. Ter uma grande rede de relacionamento social e uma enorme reputação online também ajudam.Assim como existem carpinteiros que conseguem montar uma estante de livros e outros carpinteiros brilhantes que conseguem criar objetos de beleza genuína e duradoura, há milhares de gurus de mídia social (de todas as idades) que nunca trabalharam para um cliente real. Há pessoas de todos os preços. Contrate-os sob seu próprio risco.


5 - Temos medo de ser processados.
Essa é ridícula. Vamos para a próxima!


6 - Estamos com medo de entregar segredos da empresa ou informações que podem afetar o valor das nossas ações.
Se você não tem regras para o uso de mídias sociais, é hora de criar.Se você não confia nos seus empregados para conversar com consumidores ou representar sua marca, você precisa olhar para as suas práticas de contratação ou para suas práticas de treinamento. Tem algo errado por lá.


Fonte: http://www.blogger.com/www.chmkt.com.br

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O que é uma rádio comunitária para Assembleia Mundial de Rádios Comunitárias?

Rádios comunitárias, cidadãs, populares, educativas, livres, participativas, rurais, associativas, alternativas... Distintos nomes e um mesmo desafio: democratizar a palavra para democratizar a sociedade.

Grandes ou pequenas, com muita ou pouca potência, as rádios comunitárias não fazem referência a um "lugarejo", mas sim a um espaço de interesses compartilhados. Nestas emissoras pode-se trabalhar com voluntários(as) ou pessoal contratado, com equipamentos caseiros ou com o que há de mais desenvolvido tecnologicamente. Ser comunitário não se contrapõe à produção de qualidade nem à solidez econômica do projeto.

Comunitárias podem ser as emissoras de propriedade cooperativa, ou as que pertencem a uma organização civil sem fins-lucrativos, ou as que funcionam com outro regime de propriedade, sempre que esteja garantida sua finalidade sociocultural.

Veja um vídeo manifesto

Fonte: http://www.amarc.org
Acesse a Cartilha do Ministério das Comunicações :
http://www.mc.gov.br/radio-comunitaria/cartilha/cartilha-em-pdf.pdf